Para o especialista, escolhas amorosas conscientes e com o uso da razão são as que mais têm chances de serem bem sucedias.
O psiquiatra Flávio Gikovate se inspirou no filósofo alemão Nietzsche para escrever sua obra contundente, ´O Mal e o Bem e Mais Além´, na qual ele revela que a raiz dos relacionamentos entre generosos e egoístas está na vaidade. Estudioso antigo dos relacionamentos humanos, ele se debruçou durante anos na pesquisa da sexualidade, com um olhar especial para a relação amorosa entre pares, maior enlevo e sofrimento entre seus pacientes.
Na revisão de ´Uma Nova Visão do Amor´ (MG Editores), em sua quinta edição, ele continua a falar suas verdades. Estas, se por um lado, promovem certo alento para alguns, para outros - que tomam o sofrimento como um vício e não se cansam de rimar amor com dor - trata-se de um banho de água fria. Isso porque, a seu ver, as escolhas amorosas devem ser realizadas de forma mais consciente possível e não no afã das emoções mais inconscientes. Abaixo, a entrevista que o Viva fez por e-mail com o psicoterapeuta e escritor.
Há muitos anos o senhor tem abordado a temática do relacionamento homem e mulher em suas obras. Por que essa ênfase?
No início de minha carreira como psicoterapeuta, nos anos 1960, me dedicava mais às questões sexuais. Elas desembocaram, segundo minhas observações, na dinâmica das relações amorosas. A partir de 1975, esse tema passou a ser predominante em meus trabalhos (o que não significou negligência em relação aos problemas sexuais). Avancei muito também nas reflexões de caráter moral, entre outros temas, que derivaram de minhas observações clínicas.
´Uma Nova Visão do Amor´ está na quinta edição. O que foi observado e revisto pelo senhor nesta últimas duas décadas nos relacionamentos?
Os princípios fundamentais se alteraram um pouco. Avanços foram feitos nos detalhes, aprimorando inclusive a comunicação. Há cerca de 30 anos, venho defendendo a idéia de que as afinidades devem predominar sobre as diferenças nas escolhas dos parceiros sentimentais. Defendo que o processo seja também racional e não apenas encantamento sentimental ou erótico. Defendo cada vez mais a construção da individualidade como pré-condição para bons relacionamentos interpessoais mais respeitosos e menos possessivos. E, cada vez mais, penso que as concessões devem ser substituídas pelo respeito ao modo de ser e aos gostos de cada um dos parceiros.
O senhor diz que um bom relacionamento a dois deve ter como base a amizade. Como mudar a crença de que o clima para o romance se dá em área de maior atrito e conflito?
As pessoas acham que o encantamento amoroso deve acontecer entre opostos: um extrovertido e o outro mais quieto, por exemplo. Porém, nas amizades predominam as afinidades e o cotidiano dos que são mais parecidos é muito mais fácil. Além disso, as pessoas acham que amigos não sentem desejo sexual uns pelos outros, ao contrário dos opostos (um mais para cafajeste e o outro mais para o bonzinho, por exemplo) onde o sexo flui mais fácil. É até certo ponto verdadeiro, mas o preço a pagar é muito mais alto. Com o entendimento de que sexo e amor não são a mesma coisa, é totalmente possível criar um clima erótico, mais vulgar, na hora da intimidade física dos que se amam de verdade e que são amigos em todas as horas.
Que tipos de mudanças o senhor vem observando neste momento entre os novos casais que estão se formando e que poderia nos relatar?
Até agora, as mudanças são muito poucas. As pessoas ainda falam em ´almas gêmeas´ mas, na hora de se casarem, acabam ficando com parceiros bem diferentes. Acho que as grandes mudanças que aconteceram dizem respeito à independência sexual, emocional e financeira das mulheres. Aos poucos, acredito sim que isso tenderá a interferir nos novos relacionamentos.
Muitas mulheres têm optado por viverem sozinhas ou em uniões mais tardias. A que o senhor credita esse tipo de escolha? Em sua opinião, é possível manter a individualidade em um relacionamento a dois? O que costuma sugerir às pessoas?
A opção pela vida sozinha está, de fato, crescendo. Tem a ver justamente com a independência material das mulheres e com as facilidades crescentes da vida dos solteiros: não são discriminados, têm vida sexual, exercem qualquer tipo de atividade social e política, etc. É importante que se esclareça que a individualidade, muito bem construída, sempre sofre abalos no início dos relacionamentos amorosos. No entanto, com o passar dos meses, ela se apruma e as pessoas recuperam sua identidade (quando ela existe, de fato).
As mulheres mudaram realmente ou se fecharam mais para os homens? Isso não dificulta o próprio crescimento do homem e, também, complica mudar antigos paradigmas?
As mudanças femininas são um fato. Hoje em dia existem mais mulheres nas universidades do que homens e, sendo verdade que os que estudam ganham mais, é provável que em poucas décadas a média de salário feminino seja superior ao masculino. É claro que elas irão se tornar mais exigentes e discriminadas e, também, que será maior o número das que não terão interesse tão grande quanto tinham em se casar. Penso que os homens terão que se adaptar, por exemplo, ao fato de terem parceiras mais bem sucedidas profissionalmente, sendo que isso hoje em dia ainda é muito difícil de ser aceito por eles. Porém, as mudanças de paradigma tardam mas acabam acontecendo!
A mulher trata o homem como a um filho. É possível, em um relacionamento de anos, mudar essa referência parental para a amizade e parceria amorosa?
A forma feminina tradicional de ´paparicar´ os homens foi sempre maternal, mesmo quando não têm filhos e também depois que eles saem de casa. Ainda hoje cuidam da comida, da roupa deles, tratam de servi-los à mesa, etc. A forma masculina, tradicional de ´paparicar´ as mulheres também sempre foi paternal, isso desde o início dos relacionamentos: cuidam dos carros, fazem certos consertos domésticos pesados, protegem contra baratas, ladrões e outros homens, etc. Isso não atrapalha em nada e corresponde apenas a agrados que são muito gratificantes.
Onde fica a paixão com todas essas mudanças?
A paixão corresponde à aproximação de pessoas mais parecidas e que não estão prontas para a intensidade sentimental, a qual se estabelece quando as afinidades predominam. Assim, a paixão é o início das boas relações que defendo. Paixão é igual a amor de boa qualidade mais medo (paixão=amor+medo). O medo, por sua vez, está relacionado com a perda da individualidade e também com a felicidade. A felicidade parece, dentro de nós, atrair tragédias, de modo que tendemos a fugir dela (ao menos, quando é muito intensa). Assim, a grande maioria das pessoas que se apaixona, foge do parceiro amado atribuindo a fuga a fatores objetivos (filhos, distância geográfica, etc). Quando a verdadeira causa é o medo interno relacionado com a perda temporária da individualidade e o medo da felicidade.
Como o senhor tem observado o apaixonar-se hoje? Mudou muito nesta era virtual?
Os casais que não fogem, como dito acima, vivem em concórdia até que a morte os separe. O caminho que defendo, que desemboca no amor de boa qualidade e que chamo de +Amor, começa justamente com a paixão e com a coragem dos amantes de ficarem juntos ao invés de se afastarem por motivos menos relevantes. Amor que surge na internet é igual ao que acontece na vida real. É um caminho como outro para se conhecer pessoas.
O senhor esclarece, em sua obra ´O Mal e o Bem e Mais Além´, como as relações continuam a se tornar destrutivas por conta da vaidade. Ambos - tanto os ditos ´generosos´ como os ´egoístas - não têm qualquer percepção do que está na raiz de seus conflitos. E que se atraem devido à imaturidade de ambos. Nas sociedades modernas, individualistas e ególatras, como solucionar a questão da vaidade?
A vaidade faz parte do nosso instinto sexual, de modo que não há solução fácil para a questão. Talvez, a consciência desse prazer exibicionista hipertrofiado pela sociedade contemporânea, louvadora das aparências, possa ajudar cada um de nós a minimizar a influência desse ingrediente sobre nossos comportamentos. O ideal é que tomássemos decisões acerca de nossa vida, sem sofrermos grande interferência da vaidade. Ela viria a participar do processo depois, fazendo com que nos orgulhemos da forma de viver que escolhemos racionalmente e de uma maneira mais livre desse sentimento. Quanto ao individualismo, não tenho visão negativa desse aspecto: acho que é o que irá levar justamente ao fim dessa dualidade egoísta-generoso, mal e bem, que tem nos acompanhado desde o início dos tempos. Pessoas mais individualistas irão dar na mesma medida e não aceitarão as posturas, digamos, generosas. Acabando a generosidade, automaticamente acabamos com o egoísmo. Sim, porque esse último se alimenta da doação excessiva e indevida, de modo que os egoístas não terão mais a quem parasitar.
O senhor afirma que as relações afetivas passam por profundas transformações. Consegue enxergar uma luz no fim do túnel? Já podemos antever um tipo ou tipos de relacionamentos específicos - alguma forma mais positiva e saudável de se relacionar?
Conforme afirmei acima, vislumbro, sim, e vejo crescer, ainda que lentamente, o número de pessoas que buscam parceiros afins, com os quais se estabelecem relacionamentos de companheirismo, lealdade e confiança recíproca (exatamente como nas amizades sinceras). A isso, claro, é necessário agregar o elemento erótico e, também, algumas propriedades difíceis de serem definidas e que correspondem a fatores inespecíficos (timbre de voz, sorriso, modo, modo de andar, etc.) que despertam o encantamento de cada um de nós. Relações desse tipo são estáveis, duradouras e correspondem ao que chamo de +Amor. Isto é, creio que este seja o único tipo de relacionamento capaz de sobreviver a um mundo em que cada vez é mais interessante ficar sozinho. ROSE MARY BEZERRA (Redatora)
LIVRO
"Uma nova visão do amor - Quinta edição revista"
Flávio Gikovate
R$ 47,00
MG EDITORES
O psiquiatra Flávio Gikovate se inspirou no filósofo alemão Nietzsche para escrever sua obra contundente, ´O Mal e o Bem e Mais Além´, na qual ele revela que a raiz dos relacionamentos entre generosos e egoístas está na vaidade. Estudioso antigo dos relacionamentos humanos, ele se debruçou durante anos na pesquisa da sexualidade, com um olhar especial para a relação amorosa entre pares, maior enlevo e sofrimento entre seus pacientes.
Na revisão de ´Uma Nova Visão do Amor´ (MG Editores), em sua quinta edição, ele continua a falar suas verdades. Estas, se por um lado, promovem certo alento para alguns, para outros - que tomam o sofrimento como um vício e não se cansam de rimar amor com dor - trata-se de um banho de água fria. Isso porque, a seu ver, as escolhas amorosas devem ser realizadas de forma mais consciente possível e não no afã das emoções mais inconscientes. Abaixo, a entrevista que o Viva fez por e-mail com o psicoterapeuta e escritor.
Há muitos anos o senhor tem abordado a temática do relacionamento homem e mulher em suas obras. Por que essa ênfase?
No início de minha carreira como psicoterapeuta, nos anos 1960, me dedicava mais às questões sexuais. Elas desembocaram, segundo minhas observações, na dinâmica das relações amorosas. A partir de 1975, esse tema passou a ser predominante em meus trabalhos (o que não significou negligência em relação aos problemas sexuais). Avancei muito também nas reflexões de caráter moral, entre outros temas, que derivaram de minhas observações clínicas.
´Uma Nova Visão do Amor´ está na quinta edição. O que foi observado e revisto pelo senhor nesta últimas duas décadas nos relacionamentos?
Os princípios fundamentais se alteraram um pouco. Avanços foram feitos nos detalhes, aprimorando inclusive a comunicação. Há cerca de 30 anos, venho defendendo a idéia de que as afinidades devem predominar sobre as diferenças nas escolhas dos parceiros sentimentais. Defendo que o processo seja também racional e não apenas encantamento sentimental ou erótico. Defendo cada vez mais a construção da individualidade como pré-condição para bons relacionamentos interpessoais mais respeitosos e menos possessivos. E, cada vez mais, penso que as concessões devem ser substituídas pelo respeito ao modo de ser e aos gostos de cada um dos parceiros.
O senhor diz que um bom relacionamento a dois deve ter como base a amizade. Como mudar a crença de que o clima para o romance se dá em área de maior atrito e conflito?
As pessoas acham que o encantamento amoroso deve acontecer entre opostos: um extrovertido e o outro mais quieto, por exemplo. Porém, nas amizades predominam as afinidades e o cotidiano dos que são mais parecidos é muito mais fácil. Além disso, as pessoas acham que amigos não sentem desejo sexual uns pelos outros, ao contrário dos opostos (um mais para cafajeste e o outro mais para o bonzinho, por exemplo) onde o sexo flui mais fácil. É até certo ponto verdadeiro, mas o preço a pagar é muito mais alto. Com o entendimento de que sexo e amor não são a mesma coisa, é totalmente possível criar um clima erótico, mais vulgar, na hora da intimidade física dos que se amam de verdade e que são amigos em todas as horas.
Que tipos de mudanças o senhor vem observando neste momento entre os novos casais que estão se formando e que poderia nos relatar?
Até agora, as mudanças são muito poucas. As pessoas ainda falam em ´almas gêmeas´ mas, na hora de se casarem, acabam ficando com parceiros bem diferentes. Acho que as grandes mudanças que aconteceram dizem respeito à independência sexual, emocional e financeira das mulheres. Aos poucos, acredito sim que isso tenderá a interferir nos novos relacionamentos.
Muitas mulheres têm optado por viverem sozinhas ou em uniões mais tardias. A que o senhor credita esse tipo de escolha? Em sua opinião, é possível manter a individualidade em um relacionamento a dois? O que costuma sugerir às pessoas?
A opção pela vida sozinha está, de fato, crescendo. Tem a ver justamente com a independência material das mulheres e com as facilidades crescentes da vida dos solteiros: não são discriminados, têm vida sexual, exercem qualquer tipo de atividade social e política, etc. É importante que se esclareça que a individualidade, muito bem construída, sempre sofre abalos no início dos relacionamentos amorosos. No entanto, com o passar dos meses, ela se apruma e as pessoas recuperam sua identidade (quando ela existe, de fato).
As mulheres mudaram realmente ou se fecharam mais para os homens? Isso não dificulta o próprio crescimento do homem e, também, complica mudar antigos paradigmas?
As mudanças femininas são um fato. Hoje em dia existem mais mulheres nas universidades do que homens e, sendo verdade que os que estudam ganham mais, é provável que em poucas décadas a média de salário feminino seja superior ao masculino. É claro que elas irão se tornar mais exigentes e discriminadas e, também, que será maior o número das que não terão interesse tão grande quanto tinham em se casar. Penso que os homens terão que se adaptar, por exemplo, ao fato de terem parceiras mais bem sucedidas profissionalmente, sendo que isso hoje em dia ainda é muito difícil de ser aceito por eles. Porém, as mudanças de paradigma tardam mas acabam acontecendo!
A mulher trata o homem como a um filho. É possível, em um relacionamento de anos, mudar essa referência parental para a amizade e parceria amorosa?
A forma feminina tradicional de ´paparicar´ os homens foi sempre maternal, mesmo quando não têm filhos e também depois que eles saem de casa. Ainda hoje cuidam da comida, da roupa deles, tratam de servi-los à mesa, etc. A forma masculina, tradicional de ´paparicar´ as mulheres também sempre foi paternal, isso desde o início dos relacionamentos: cuidam dos carros, fazem certos consertos domésticos pesados, protegem contra baratas, ladrões e outros homens, etc. Isso não atrapalha em nada e corresponde apenas a agrados que são muito gratificantes.
Onde fica a paixão com todas essas mudanças?
A paixão corresponde à aproximação de pessoas mais parecidas e que não estão prontas para a intensidade sentimental, a qual se estabelece quando as afinidades predominam. Assim, a paixão é o início das boas relações que defendo. Paixão é igual a amor de boa qualidade mais medo (paixão=amor+medo). O medo, por sua vez, está relacionado com a perda da individualidade e também com a felicidade. A felicidade parece, dentro de nós, atrair tragédias, de modo que tendemos a fugir dela (ao menos, quando é muito intensa). Assim, a grande maioria das pessoas que se apaixona, foge do parceiro amado atribuindo a fuga a fatores objetivos (filhos, distância geográfica, etc). Quando a verdadeira causa é o medo interno relacionado com a perda temporária da individualidade e o medo da felicidade.
Como o senhor tem observado o apaixonar-se hoje? Mudou muito nesta era virtual?
Os casais que não fogem, como dito acima, vivem em concórdia até que a morte os separe. O caminho que defendo, que desemboca no amor de boa qualidade e que chamo de +Amor, começa justamente com a paixão e com a coragem dos amantes de ficarem juntos ao invés de se afastarem por motivos menos relevantes. Amor que surge na internet é igual ao que acontece na vida real. É um caminho como outro para se conhecer pessoas.
O senhor esclarece, em sua obra ´O Mal e o Bem e Mais Além´, como as relações continuam a se tornar destrutivas por conta da vaidade. Ambos - tanto os ditos ´generosos´ como os ´egoístas - não têm qualquer percepção do que está na raiz de seus conflitos. E que se atraem devido à imaturidade de ambos. Nas sociedades modernas, individualistas e ególatras, como solucionar a questão da vaidade?
A vaidade faz parte do nosso instinto sexual, de modo que não há solução fácil para a questão. Talvez, a consciência desse prazer exibicionista hipertrofiado pela sociedade contemporânea, louvadora das aparências, possa ajudar cada um de nós a minimizar a influência desse ingrediente sobre nossos comportamentos. O ideal é que tomássemos decisões acerca de nossa vida, sem sofrermos grande interferência da vaidade. Ela viria a participar do processo depois, fazendo com que nos orgulhemos da forma de viver que escolhemos racionalmente e de uma maneira mais livre desse sentimento. Quanto ao individualismo, não tenho visão negativa desse aspecto: acho que é o que irá levar justamente ao fim dessa dualidade egoísta-generoso, mal e bem, que tem nos acompanhado desde o início dos tempos. Pessoas mais individualistas irão dar na mesma medida e não aceitarão as posturas, digamos, generosas. Acabando a generosidade, automaticamente acabamos com o egoísmo. Sim, porque esse último se alimenta da doação excessiva e indevida, de modo que os egoístas não terão mais a quem parasitar.
O senhor afirma que as relações afetivas passam por profundas transformações. Consegue enxergar uma luz no fim do túnel? Já podemos antever um tipo ou tipos de relacionamentos específicos - alguma forma mais positiva e saudável de se relacionar?
Conforme afirmei acima, vislumbro, sim, e vejo crescer, ainda que lentamente, o número de pessoas que buscam parceiros afins, com os quais se estabelecem relacionamentos de companheirismo, lealdade e confiança recíproca (exatamente como nas amizades sinceras). A isso, claro, é necessário agregar o elemento erótico e, também, algumas propriedades difíceis de serem definidas e que correspondem a fatores inespecíficos (timbre de voz, sorriso, modo, modo de andar, etc.) que despertam o encantamento de cada um de nós. Relações desse tipo são estáveis, duradouras e correspondem ao que chamo de +Amor. Isto é, creio que este seja o único tipo de relacionamento capaz de sobreviver a um mundo em que cada vez é mais interessante ficar sozinho. ROSE MARY BEZERRA (Redatora)
LIVRO
"Uma nova visão do amor - Quinta edição revista"
Flávio Gikovate
R$ 47,00
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